Fraude no mercado financeiro: como corretoras identificam riscos antes do prejuízo

Profissional integrando documentos de auditoria, compliance e gestão de riscos para obter uma visão única da operação.

O mercado financeiro brasileiro nunca recebeu tanta atenção de órgãos reguladores. Ao mesmo tempo, os fraudadores também aumentaram sua atuação.

Contas laranja, identidades sintéticas, dispositivos clonados e operações suspeitas fazem parte desse cenário. Por isso, a fraude no mercado financeiro deixou de ser um problema pontual.

Hoje, corretoras e DTVMs precisam identificar riscos com rapidez. Afinal, uma única brecha pode causar prejuízo financeiro e dano à reputação.

Além disso, falhas nos controles podem gerar questionamentos de órgãos como CVM, Banco Central e BSM.

Neste artigo, você vai conhecer os principais riscos de fraude. Também verá quais sinais merecem atenção e como fortalecer o monitoramento da operação.

Por que corretoras e DTVMs viraram alvos de fraude

Uma corretora movimenta ativos financeiros em tempo real. Muitas operações também possuem liquidação rápida.

Por isso, esse ambiente atrai fraudadores.

Uma conta comprometida pode gerar prejuízos em poucos minutos. Nesse cenário, o tempo de resposta influencia diretamente o tamanho do dano.

Além disso, o crescimento do onboarding digital criou novos pontos de atenção.

O cadastro online tornou a experiência mais rápida para clientes legítimos. Porém, fraudadores também podem tentar explorar essa facilidade.

Eles podem usar documentos adulterados, dados vazados ou identidades falsas para abrir contas.

Consequentemente, a área de risco precisa analisar diversos sinais antes de aprovar uma operação.

Corretoras menores também precisam ficar atentas. Um volume menor de operações não significa menor exposição ao risco.

Na verdade, fraudadores podem procurar instituições com controles menos automatizados para testar novas estratégias.

Antifraude não é PLD/FT

Muitas instituições ainda tratam antifraude e prevenção à lavagem de dinheiro como se fossem a mesma atividade.

Porém, cada processo possui objetivos diferentes.

O PLD/FT analisa principalmente a origem e o destino dos recursos. O objetivo é identificar movimentações relacionadas à lavagem de dinheiro ou ao financiamento do terrorismo.

Já a antifraude analisa outros fatores.

Ela busca entender, por exemplo, se o usuário realmente é quem afirma ser. Também verifica se determinada operação combina com o histórico da conta.

Além disso, sistemas antifraude podem analisar dispositivos, acessos, alterações cadastrais e comportamento transacional.

As duas áreas podem compartilhar informações. Entretanto, precisam trabalhar com regras e alertas específicos.

Quando a instituição mistura tudo em um único processo genérico, pode criar pontos cegos.

Por isso, uma estrutura madura combina PLD/FT e antifraude sem tratar os dois controles como sinônimos.

Como o onboarding digital aumentou o risco de fraude

O onboarding digital trouxe velocidade para as corretoras. Além disso, reduziu etapas presenciais e melhorou a experiência do cliente.

Por outro lado, essa digitalização também criou novas possibilidades de fraude.

Antes, a presença física ajudava na conferência de documentos e identidade. Hoje, boa parte desse processo acontece de forma remota.

Por isso, uma validação simples pode não ser suficiente.

A instituição pode combinar diferentes mecanismos de segurança. Entre eles estão biometria, prova de vida, análise de dispositivo e cruzamento de informações.

Além disso, a corretora precisa acompanhar o que acontece depois da aprovação do cadastro.

Uma conta aparentemente normal pode apresentar comportamento suspeito poucos dias depois.

Portanto, medir apenas a taxa de conversão do onboarding traz uma visão incompleta.

A corretora também precisa acompanhar indicadores de risco e fraude nas contas aprovadas.

O objetivo não deve ser criar atrito desnecessário. O ideal é encontrar equilíbrio entre segurança e agilidade.

Sinais de alerta que a área de compliance deve monitorar

Alguns comportamentos merecem atenção especial durante o monitoramento.

Entre os principais sinais estão:

  • Dados cadastrais inconsistentes entre diferentes fontes.
  • E-mails recém-criados ou informações divergentes de bases oficiais.
  • Várias contas acessadas pelo mesmo dispositivo ou endereço IP.
  • Alterações cadastrais seguidas de movimentações atípicas.
  • Troca de chave PIX, conta bancária ou e-mail antes de uma transferência.
  • Logins fora do padrão habitual do cliente.
  • Acessos realizados por novos dispositivos ou localizações incomuns.
  • Ordens incompatíveis com o histórico de operações da conta.
  • Movimentações muito diferentes do perfil habitual do investidor.
  • Picos de volume concentrados em ativos com baixa liquidez.
  • Contas novas que solicitam saques elevados logo após a abertura.
  • Mudanças incomuns no comportamento de navegação do usuário.

Um sinal isolado nem sempre indica fraude.

Porém, a combinação de vários eventos pode aumentar significativamente o risco.

Por isso, a análise precisa considerar contexto, histórico e comportamento.

O papel da inteligência antifraude na rotina de compliance

Analisar todos esses sinais manualmente exige muito tempo da equipe.

Além disso, o volume de operações cresce conforme a corretora aumenta sua base de clientes.

Nesse cenário, depender apenas de análises manuais cria gargalos.

A inteligência antifraude ajuda a reduzir esse problema.

Esse tipo de tecnologia cruza dados cadastrais, comportamentais e transacionais. A partir disso, identifica situações que merecem atenção.

Assim, a equipe pode priorizar os casos com maior risco.

Soluções como o IAFTrader, da NetTrader, atendem corretoras e DTVMs que utilizam o Sinacor.

A solução cruza diferentes sinais dentro da operação. Dessa forma, a instituição consegue ampliar sua capacidade de monitoramento.

Além disso, a tecnologia ajuda a registrar o histórico das análises.

A instituição pode documentar alertas, decisões e ocorrências. Essa trilha facilita consultas posteriores e fortalece os processos internos.

Portanto, a automação não elimina o papel do analista.

Na prática, ela ajuda a equipe a concentrar esforços nas situações que realmente precisam de investigação.

Como estruturar um processo antifraude sem sobrecarregar a equipe

O primeiro passo é definir regras claras.

A instituição precisa estabelecer quais eventos geram alertas e quais exigem ações imediatas.

Depois, vale organizar o processo em algumas etapas.

1. Defina níveis de risco

Nem todo evento precisa gerar bloqueio automático.

A corretora pode classificar os alertas conforme o nível de risco. Assim, a equipe consegue priorizar as ocorrências mais críticas.

2. Centralize as informações

Evite espalhar alertas entre planilhas, sistemas e diferentes telas.

Uma visão centralizada facilita a análise e reduz o risco de perder informações importantes.

3. Registre as decisões

Documente o motivo de cada decisão tomada pela equipe.

Esse histórico ajuda em auditorias e investigações futuras. Além disso, melhora o aprendizado interno.

4. Revise as regras periodicamente

Fraudadores mudam suas estratégias com frequência.

Por isso, a instituição também precisa atualizar seus critérios de monitoramento.

Uma regra eficiente hoje pode perder eficácia ao longo do tempo.

5. Use automação para priorizar casos

A equipe não precisa analisar manualmente todas as operações.

A automação pode identificar comportamentos fora do padrão e direcionar os casos prioritários para os analistas.

Dessa forma, o time ganha escala sem perder controle.

Erros comuns no combate à fraude no mercado financeiro

Algumas falhas aparecem com frequência nas operações de corretoras e DTVMs.

Uma delas é tratar antifraude e PLD/FT como o mesmo processo.

Outro erro é acompanhar apenas a conversão do onboarding. A instituição também precisa analisar a qualidade das contas aprovadas.

Além disso, depender exclusivamente de revisão manual reduz a capacidade de resposta.

Regras antigas também representam um risco.

Fraudadores adaptam suas técnicas. Portanto, os modelos de monitoramento precisam acompanhar essas mudanças.

Outro problema ocorre quando a instituição não possui um plano de resposta.

A equipe precisa saber como agir diante de uma suspeita. Isso reduz atrasos e melhora a tomada de decisão.

Como reduzir o risco antes que ele vire prejuízo

Fraudes nem sempre aparecem de forma explícita.

Porém, muitas deixam sinais antes de causar um prejuízo maior.

Por isso, a capacidade de identificar esses padrões faz diferença na rotina de compliance.

Corretoras e DTVMs precisam combinar regras, tecnologia e análise humana.

Dessa forma, conseguem aumentar a velocidade de resposta sem sobrecarregar a equipe.

A inteligência antifraude também ajuda a transformar grandes volumes de dados em alertas mais úteis.

Assim, a instituição pode agir antes que um comportamento suspeito evolua para uma ocorrência maior.

Conheça as soluções de compliance e antifraude da NetTrader e veja como fortalecer o monitoramento da sua corretora.